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Tenho linfedema: sou PCD? Tenho direitos? Como acessar?

Um guia simples para entender por onde começar, quais documentos ajudam e onde encontrar informação gratuita e confiável.



Se você tem linfedema (ou suspeita), é bem comum viver essa dúvida:


“Eu sou PCD?”

“Eu tenho direitos?”

“Como eu acesso isso sem ser humilhada/o ou ignorada/o?”


A ABRALINFE recebe essas perguntas todos os dias. E a verdade é que muita gente não consegue avançar porque falta uma coisa básica:


✅ informação clara

✅ documentação bem feita

✅ entendimento do que realmente importa além do diagnóstico


Por isso, criamos este texto com linguagem simples, para te orientar de forma segura.


Primeiro: linfedema “vira PCD automaticamente”?

Não é automático.

Mas pode ser possível, dependendo do impacto do linfedema na sua vida.


O que define isso não é apenas o nome da condição.

  • O que pesa de verdade é:

  • como o linfedema afeta seu corpo e sua rotina

  • as limitações funcionais (o que você consegue ou não consegue fazer)

  • as barreiras que você enfrenta no dia a dia (trabalho, transporte, acessibilidade, atendimento)


Em resumo: não é só a doença — é a funcionalidade!


O que são “direitos”, na prática?


Quando falamos em direitos, estamos falando de caminhos como:

  • acesso a cuidado e tratamento (inclusive pelo SUS)

  • prioridade e atendimento adequado em serviços

  • adaptações razoáveis no trabalho (quando necessário)

  • reconhecimento de limitações em avaliações e processos

  • possibilidade de benefícios e políticas públicas (em alguns casos)


✅ Mas tudo isso depende do seu caso e, principalmente, de documentos bem organizados.


O documento que mais destrava a vida: o laudo médico


Muita gente acha que “qualquer papel serve”, mas não serve. Um laudo bom não é só “tem linfedema”, ele precisa ser claro, completo e útil.

Em geral, ele deve ter:


1) Diagnóstico + CID: O CID é o código que identifica a condição.


2) Descrição do quadro

Exemplos de informações que podem aparecer:

  • edema (inchaço) persistente

  • evolução do quadro

  • necessidade de acompanhamento contínuo

  • dor, peso, limitação de mobilidade

  • risco de infecções


3) O mais importante: as limitações do dia a dia


Alguns exemplos de limitações que podem ser registradas:

  • dificuldade para ficar muito tempo em pé

  • dificuldade para caminhar longas distâncias

  • necessidade de pausas e elevação do membro

  • limitação para subir escadas ou carregar peso

  • dor, cansaço, redução de mobilidade

  • necessidade de cuidados contínuos


Isso mostra sua realidade. E é isso que ajuda nos caminhos de acesso.


Qual médico é essencial para atestar linfedema?


Quando falamos de diagnóstico e atesto da condição, o profissional central costuma ser cirurgião vascular e/ou angiologista, este é o especialista que geralmente confirma o diagnóstico, registra tecnicamente o quadro,, e vai saber classificar o grau do linfedema do/a paciente.


Por que falamos tanto em avaliação multidisciplinar?


Porque linfedema pode afetar várias partes da vida: corpo, pele, mobilidade, trabalho, autoestima, rotina e saúde emocional, por isso, além do laudo médico, muitas pessoas se beneficiam de uma avaliação multidisciplinar, que complementa e fortalece a documentação.


Em linguagem simples: o que é isso?


É quando profissionais diferentes avaliam você, cada um na sua área, e registram informações importantes sobre o impacto do quadro.


Exemplos de quem pode participar (e o que cada um registra)

  • Fisioterapeuta: mobilidade, dor, funcionalidade, limitações na rotina, necessidade de pausas e adaptações;

  • Psicóloga/o: impacto emocional, sofrimento, ansiedade, estigma e efeitos na vida social e na rotina;

  • Nutricionista: necessidades gerais de cuidado, suporte nutricional e fatores associados ao bem-estar global;

  • Dermatologista: pele, lesões, risco de infecções e necessidade de cuidados cutâneos;

  • Ortopedista: marcha, sobrecarga articular, limitações musculoesqueléticas associadas.


Por onde começar agora?


Se você está se sentindo perdida(o), comece por aqui:


✅ Manual ABRALINFE (primeiros passos):


✅ FAQ — Dúvidas Frequentes:


✅ Lives no Instagram @abralinfe e palestras no YouTube da ABRALINFE

(com conteúdo sobre laudos, direitos e CIF).



Você não está sozinha/o


O linfedema ainda é muito invisibilizado — e isso faz muita gente sofrer em silêncio.


A ABRALINFE existe para isso: para que você tenha informação, respeito e caminhos possíveis.


Navegue pelo nosso site, instagram e youtube, conteúdo acessível e de fácil compreensão.


Se associe, junte-se a nós!




Aviso importante: A ABRALINFE é uma associação de pacientes. Este conteúdo tem finalidade informativa e educativa. Não realizamos orientação individual, diagnóstico, prescrição ou análise de exames por mensagens. Para avaliação e conduta, procure um profissional habilitado.


 
 
 
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